Além dos mitos: como os fertilizantes alimentam metade do mundo

A história da agricultura moderna começou numa noite gelada de dezembro de 1905, em Notoden, Noruega. Então Sam Aid e Christian Birkeland produziram com sucesso o primeiro fertilizante nitrogenado, mudando para sempre o destino da humanidade. Hoje estima-se que metade da população do planeta tem comida na mesa justamente por causa das descobertas na área de fertilização.

Nos próximos 50 anos, os agricultores precisarão de produzir mais alimentos do que os que produziram nos últimos 10 mil anos, e os fertilizantes desempenharão um papel importante para que isso aconteça.

No entanto, ainda existem muitos mitos em torno do assunto. Vejamos os cinco principais fatos que mostram por que o mineral fertilizantes são vitais para a preservação da vida e a nutrição do nosso mundo.

1. Os fertilizantes não esgotam, mas “rejuvenescem” o solo

Muitas vezes pensa-se que a agricultura intensiva mata o solo. A verdade é que as plantas precisam de 17 nutrientes essenciais (macro – nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, enxofre, magnésio, oxigênio, hidrogênio, carbonos e oligoelementos – ferro, boro, cloro, manganês, zinco, cobre, molibdênio e níquel.). Quando colhemos, literalmente retiramos essas substâncias do campo.

  • O equilíbrio natural: O solo raramente consegue se recuperar sozinho. Fertilizantes preencher esta lacuna, garantindo que a próxima colheita será de igual qualidade. Só nos EUA, a produção de milho duplicou desde 1968 graças à fertilização eficaz.

2. Produzido pela própria natureza

Muitos associam mineral fertilizantes com “química”, mas seus ingredientes são totalmente naturais:

  • Nitrogênio (N): É extraído diretamente do ar que respiramos (contendo 78% de nitrogênio).
  • Potássio (K): É extraído de antigos fundos marinhos localizados a quilômetros de profundidade.
  • Fosfato (P): É produzido a partir de rochas insolúveis de fosfato de cálcio. Esses elementos são simplesmente transformados industrialmente em uma forma que as raízes das plantas possam absorver.

3. O grande erro: fertilizantes versus pesticidas

Um dos maiores equívocos é que esses dois conceitos são sinônimos.

  • Os pesticidas são produtos químicos de defesa – combatem pragas, fungos e ervas daninhas.
  • Fertilizantes são “comida”. O seu papel não é matar as pragas, mas fornecer o equilíbrio certo de nutrientes para um crescimento ideal. Eles estimulam a vida, não a destroem.
Os fertilizantes nutrem as plantas para obter rendimentos melhores, mais saudáveis ​​e mais fortes que alimentarão o mundo durante séculos.

4. Melhor alimentação, sem DNA alterado

Fertilizantes não altere o código genético (DNA) das culturas. Eles funcionam como multivitaminas para humanos. A nutrição adequada afeta:

  • Aparência: Plantas cada vez mais saudáveis.
  • Valor nutricional: Por exemplo, um tomate com um equilíbrio óptimo de azoto é muito mais rico em nutrientes do que um cultivado em solo pobre.

5. Segurança para a saúde humana

O consumo de produtos cultivados com minerais fertilizantesnão representa risco à saúde. Pelo contrário, as substâncias de que as plantas necessitam são as mesmas que o corpo humano necessita para o seu crescimento e desenvolvimento. Sem uma fertilização equilibrada, a nossa alimentação seria mais pobre em oligoelementos importantes, o que levaria a deficiências no organismo humano.

Minerais fertilizantes são os heróis anônimos do nosso tempo. Não só ajudam a alimentar milhares de milhões de pessoas, como também salvam as florestas da desflorestação, permitindo-nos produzir mais alimentos em menos terra.
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