Controle da lagarta da maçã com granulovírus: por que o momento do tratamento é crítico

O verme da maçã – Cydia pomonella – continua sendo uma das pragas mais graves na fruticultura. Os ataques levam a perdas diretas de rendimento e redução da qualidade dos frutos.

Nos últimos anos, as restrições às substâncias químicas ativas e os requisitos de resíduos mínimos orientaram os produtores para métodos biológicos e integrados de proteção fitossanitária. Nesse contexto, sistemas baseados no monitoramento e na determinação precisa do momento do tratamento são cada vez mais utilizados.

Os granulovírus estão entre os agentes biológicos utilizados contra o verme da maçã. O mais comum é o granulovírus Cydia pomonella. É um vírus entomopatogênico que afeta apenas a praga alvo e não afeta humanos, animais e insetos benéficos.

A ação dos granulovírus está intimamente relacionada ao desenvolvimento da praga. Eles só são eficazes contra larvas jovens que estão fora da fruta. Uma vez dentro da fruta, as larvas não podem mais ser controladas por este método.

Após a ingestão, o vírus é ativado no intestino médio da larva. Dentro de alguns dias a alimentação é interrompida e ocorre a morte. As partículas virais liberadas podem infectar outras larvas na fase suscetível.

Devido a este mecanismo, o momento da aplicação é fundamental

Os melhores resultados são alcançados na época em que os ovos eclodem. A primeira geração do verme da maçã é considerada a mais adequada para aplicação de granulovírus.

A determinação do momento exato não é feita por calendário. Baseia-se na observação do voo por meio de armadilhas de feromônios e no acúmulo de graus-dia. O biofix é contabilizado na primeira captura sucessiva de adultos.

A prática mostra que o primeiro tratamento é realizado 80-100 graus-dia acumulados após o biofix. Dependendo das condições climáticas e da densidade de ataque, as aplicações são repetidas em intervalos de 7 a 10 dias.

Erros comuns são atraso no tratamento, aplicação única e falta de monitoramento sistemático. A pulverização noturna é recomendada porque limita a degradação do vírus pela radiação solar.

Os granulovírus não atuam como inseticidas de ação rápida. São uma ferramenta para uma gestão precisa de riscos que requer planejamento, monitoramento e consistência.

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