Com o fim do principal período de parto nos rebanhos de corte, o foco dos agricultores deve mudar para o início da lactação, uma fase que determina em grande parte a fertilidade futura e a eficiência económica da produção.
Especialistas da Escola Superior de Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento Rural (CAFRE) alertam que são as primeiras semanas após o parto que são críticas para saber se as vacas retornarão ao ciclo reprodutivo a tempo. O atraso leva a um intervalo prolongado entre partos e perdas diretas para as fazendas.
A Faculdade de Agricultura, Alimentação e Empresas Rurais é uma instituição pública líder de educação e aconselhamento na Irlanda do Norte que trabalha diretamente com o setor agrícola. Fornece formação, aconselhamento prático e investigação aplicada aos agricultores, e também está ativamente envolvido no desenvolvimento de políticas agrícolas. Suas análises especializadas são baseadas em fazendas reais e são consideradas um guia confiável na gestão da produção.
Segundo especialistas, o intervalo ideal entre dois partos é de 365 dias. Para conseguir isso, as vacas devem ser inseminadas aproximadamente no 85º dia pós-parto. Sob bom manejo, a maioria dos animais começa a ciclar entre o 35º e o 42º dia.
A condição corporal continua sendo um fator chave
Recomenda-se que as vacas entrem no parto com pontuação entre 2,5 e 3,0, o que proporciona reserva suficiente para produção e recuperação de leite. A perda excessiva de condição física nas primeiras semanas após o parto pode retardar o impulso e reduzir a fertilidade.
O início da lactação também é o período de alimentação mais movimentado. Os animais devem simultaneamente manter a produção de leite e recuperar, o que aumenta a necessidade de uma ração equilibrada e de qualidade. O pastoreio em abril pode fornecer os nutrientes necessários, mas somente com um bom manejo do pasto.
Os especialistas enfatizam a importância da grama jovem e frondosa. A vegetação alta e grosseira reduz a ingestão de nutrientes e leva a uma maior perda de condição corporal. A aplicação do pastoreio rotacionado é considerada uma abordagem eficaz para manter a qualidade e o carregamento sustentável das áreas.
A nutrição mineral também desempenha um papel importante. A deficiência de oligoelementos como cobre, selênio, iodo e fósforo pode causar estro fraco, baixa fertilidade e problemas no início da gravidez. Ao mesmo tempo, os especialistas alertam que a adição descontrolada de minerais também traz riscos e deve ser baseada em análises e avaliações veterinárias.
Em termos de inseminação, tanto a cobertura artificial como a natural continuam a ser soluções eficazes sob boa gestão. A inseminação artificial permite o melhoramento genético, mas exige um acompanhamento preciso da criação. Ao usar um touro, é importante que ele seja pré-avaliado quanto à aptidão reprodutiva e não sobrecarregado – um touro adulto pode servir de 30 a 40 vacas.
Os especialistas estão convencidos de que a fertilidade nos rebanhos de corte é o resultado de um sistema de gestão abrangente. Manter uma boa condição corporal, nutrição de qualidade, minerais equilibrados e correta organização do período de criação são fundamentais para resultados estáveis.
Cada dia perdido na fertilização aumenta o período não produtivo. Por outro lado, cada bezerro nascido por vaca por ano está diretamente relacionado com maior eficiência e melhor rentabilidade da fazenda.