A própolis é uma das matérias-primas apícolas mais valiosas e ocupa um lugar especial tanto na apicultura como na medicina popular e moderna. É uma substância resinosa que as abelhas coletam principalmente dos botões e da casca das espécies de árvores, após o que a enriquecem com suas próprias enzimas. Na colmeia, a própolis serve para selar fissuras, desinfetar e proteger contra patógenos – e essas propriedades a tornam útil também para o corpo humano. Nas linhas abaixo, revelamos quais são os tipos de própolis que existem.
A composição da própolis é complexa e depende do ambiente vegetal em que as abelhas atuam. Na maioria das vezes, a matéria-prima contém resinas, ceras, óleos essenciais, pólen e ácidos orgânicos. A cor varia do amarelo esverdeado ao marrom escuro, e o sabor é caracteristicamente amargo e levemente adstringente.
Existem vários tipos principais de própolis, diferindo em origem, cor e substâncias ativas. Na Bulgária, o mais comum é a chamada própolis de choupo, característica do nosso clima temperado. É verde-amarelado a marrom, com aroma forte e alto teor de flavonóides, resinas e óleos essenciais. A própolis búlgara é conhecida pelas suas excelentes propriedades antimicrobianas e é considerada uma das melhores da Europa devido à rica vegetação – choupo, bétula, salgueiro, faia e várias espécies arbustivas das quais as abelhas recolhem a resina. Isto lhe confere uma composição equilibrada e amplo uso terapêutico.
A própolis verde é característica do Brasil. É caracterizado por uma cor verde escura e um rico conteúdo em resinas vegetais específicas. O mercado mundial aprecia-o pelas suas fortes propriedades antioxidantes e maior teor de substâncias biologicamente ativas.
A própolis vermelha é mais rara e é encontrada principalmente em Cuba e em partes da América do Sul. Sua cor se deve a plantas específicas das quais as abelhas coletam a resina. Esta espécie é rica em benzofenonas polipreniladas – substâncias com poderoso efeito antiinflamatório.
Independentemente da variedade, a própolis possui uma ampla gama de aplicações. Atua como antimicrobiano, antiinflamatório e auxilia na regeneração dos tecidos. É utilizado na forma de tinturas, pomadas, géis ou na sua forma natural. A própolis sólida é a mais popular – quebre um pedacinho e leve internamente ou aplique topicamente em problemas de pele. O extrato aquoso é adequado para pessoas com mucosas sensíveis, e a tintura de álcool é usada principalmente externamente.
Para distinguir o produto de qualidade, é dada atenção ao aroma, densidade e pureza. A própolis de boa qualidade é pesada, afunda na água, aquece facilmente nas mãos e fica mais flexível. Possui aroma distinto e sabor amargo. Se contiver muitas impurezas, ele flutuará na superfície.
Ao usar, é importante levar em consideração a sensibilidade individual aos produtos apícolas. Tinturas alcoólicas não são recomendadas para quadros ulcerativos, e pessoas com alergia devem usar própolis somente após consulta a um especialista.
A própolis continua sendo um dos remédios naturais mais valiosos na apicultura e na medicina búlgara. Diferentes tipos de própolis possuem propriedades diferentes, mas todos compartilham forte ação antimicrobiana e amplo potencial terapêutico.