Levar os bezerros ao pasto requer um bom preparo, alimentação adequada e pastagens protegidas. Veja como reduzir o risco de estresse e doenças.
Uma primavera fraca atrasou o envio de muitos bezerros para o pasto. Em diversas explorações, os animais ainda estão alojados, apesar de o desmame ter sido concluído há semanas.
Com novilhas leiteiras para reparo, esse já é um ponto importante. Alguns dos primeiros bezerros nascidos têm entre 12 e 14 semanas de idade e precisam de exercícios, ar fresco e grama boa.
Os bezerros geralmente são desmamados entre a oitava e a décima semana. Depois ficam algum tempo no celeiro, onde recebem forragem, feno ou palha.
Esta transição é importante porque os animais devem sair saudáveis, estáveis e com bom apetite.
Para bezerros de engorda, a situação pode ser diferente. Muitas vezes nascem mais tarde e podem ainda estar a terminar o desmame.
Portanto, não é bom reunir todos os animais. É mais apropriado dividi-los em grupos de acordo com idade, força e desenvolvimento.
Dessa forma, novilhas leiteiras mais precoces não serão retardadas por bezerros mais fracos. O risco de propagação de doenças também é reduzido.
Os bezerros são colocados no pasto somente quando estão totalmente desmamados e recebendo ração concentrada suficiente. A orientação prática é de pelo menos 1,5 kg de concentrado diariamente.
As primeiras pastagens deverão ter menor massa de capim. Grama muito alta e exuberante não é a melhor escolha para animais jovens.
Áreas com cobertura de grama mais leve são adequadas, o que incentiva uma melhor recepção. A pastagem deve estar seca, abrigada e de fácil monitoramento.
Apesar dos dias mais quentes, as noites de maio ainda podem ser frias. Os bezerros não devem ser soltos em locais abertos e com muito vento.
Se o terreno for menos seguro, podem ser colocados fardos de palha no campo. Eles dão proteção parcial e reduzem o estresse.
Se possível, os bezerros podem ser trazidos para casa à noite durante as primeiras semanas. Esta é uma boa opção em fazendas onde o pasto fica próximo ao celeiro.
A alimentação concentrada não deve ser interrompida imediatamente após a eclosão. Deve durar pelo menos cinco a seis semanas.
A taxa recomendada é de cerca de 1,5–2 kg de ração por cabeça por dia. Assim, a transição para o pastoreio torna-se mais suave.
Com bom tempo e animais fortes, o concentrado pode ser reduzido gradativamente a partir de meados de junho. Os bezerros mais fracos e nascidos tardiamente, entretanto, devem permanecer com alimentação suplementar.
É importante que os vitelos não sejam postos a pastar no mesmo local todos os anos. Isso aumenta o risco de acúmulo de patógenos na pastagem.
Os agricultores também devem evitar áreas recentemente fertilizadas com doses elevadas de azoto. Grama muito viçosa, jovem e rica em proteínas também pode causar problemas.
A razão é que os bezerros escolhem as partes mais frágeis das folhas. Eles contêm mais nitratos e nitrogênio não proteico.
Com um rúmen subdesenvolvido, isso pode causar distúrbios digestivos. Em alguns casos, a amônia se acumula e os animais ficam rapidamente perturbados.
Adicionar feno ou palha de qualidade ajuda a estabilizar a digestão. Isto é especialmente importante nos primeiros dias após a eclosão.
O programa de vacinação não deve ser esquecido. As doses de reforço devem ser administradas na hora certa, de acordo com o cronograma do médico veterinário.
A diarreia de verão em bezerros merece atenção especial. Eles podem levar à desidratação, crescimento deficiente e perdas graves.
Levar os bezerros para o pasto não é apenas liberar espaço no celeiro. É uma decisão de manejo que exige monitoramento, timing e pastagens bem preparadas.